Este ano, o foco da minha família é claro: fazer uma viagem internacional juntos. Não agora, não no primeiro semestre. E talvez esse seja justamente o ponto mais importante dessa história. Quando falamos em planejamento de viagem, entramos automaticamente em um território que envolve organização, metas, ações — e, principalmente, prioridades. Viajar também é saber abrir mão de algumas coisas no presente para que o objetivo principal faça sentido lá na frente.
Sempre digo que tempo é um dos maiores aliados de uma boa viagem. Quanto mais tempo para planejar, melhor não só o roteiro, mas todo o caminho até ele. A viagem começa muito antes do embarque — começa nas decisões que tomamos no dia a dia.
Enquanto esse grande plano amadurece, a Família Lima do Taboão — eu, meu marido e minha filha de 19 anos — mantém um ritual simples e certeiro para recarregar as energias: os bate-volta no Guarujá. É o nosso jeito econômico e descomplicado de desconectar, sem sair do plano principal.
Como não rolou no começo de dezembro, deixamos para o último fim de semana. A ideia era simples: pegar a estrada no sábado, dia 10, respirar maresia e voltar no mesmo dia. Mas o desafio começou antes mesmo da viagem, com um detalhe nada glamouroso: o transporte.
Estamos sem carro. Pensamos em ônibus, mas para três pessoas, por apenas um dia, o custo não fazia sentido. A solução parecia óbvia: alugar um carro. Foi aí que descobri, na prática, que a vida moderna funciona muito bem — desde que você tenha um cartão de crédito funcionando perfeitamente. Por questões técnicas (e nada poéticas), o plano foi adiado.
Confesso: normalmente eu ficaria frustrada. Não gosto de criar expectativas, especialmente com algo que parece tão simples quanto um bate-volta à praia. Mas, desta vez, algo foi diferente. Eu não me frustrei. Senti paz.
Já tinha acordado cedo, então ganhei um dia inteiro em casa. Li, vi séries, assisti a filmes — pequenas coisas que adoro fazer nos dias de folga e que, muitas vezes, ficam em segundo plano quando estamos sempre correndo atrás do próximo destino.
A surpresa aumentou depois de assistir ao filme De Férias com Você, na Netflix. Uma comédia romântica previsível, é verdade, mas com o cenário perfeito: uma protagonista que ama viajar e escrever. A identificação foi imediata. E com ela veio a vontade de sentar e escrever esta história — sobre uma viagem que não aconteceu e que, ainda assim, trouxe reflexões importantes.
O dinheiro que não foi usado no bate-volta já está reservado para a viagem internacional. Sem culpa, sem drama. Porque planejamento também é isso: entender que nem toda estrada precisa ser percorrida agora.
No fim das contas, reafirmei algo que sempre digo por aqui: tempo e planejamento salvam sua viagem — inclusive aquelas que ainda estão só no papel.
Para quem está vivendo esse momento de organizar ideias e transformar desejo em plano, vale recorrer a conteúdos que ajudam a colocar tudo no lugar. Um exemplo é o guia Como planejar uma viagem, do site Melhores Destinos, que reúne de forma clara as principais etapas do planejamento de viagem — da escolha do destino ao orçamento, passando por datas, clima e logística. É o tipo de leitura que não dita regras, mas ajuda a enxergar o processo com mais calma e consciência, algo que faz toda a diferença quando a viagem ainda está no papel.
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